Traços e acordes provocam discórdia

Bastou um casal dançando surgir com pontos turísticos de São Paulo ao fundo na tela da TV na abertura de Amor à Vida para que as rede sociais se encham de comentários de quem não aprovou e gente que gostou. Desde segunda-feira, dia da estreia, a nova novela das 9 da Globo não sai dos posts dos telespectadores.



		
		


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Figura onipresente nas criações visuais da emissora, Hans Donner ficou de fora desta vez. O responsável pelos traços é o norte-americano Ryan Woodward, 39 anos, que já trabalhou em produções cinematográficas, como Capitão América, Os Vingadores e Homem de Ferro.
O artista fez cerca de 4 mil esboços antes de ficar diante de construções como a ponte estaiada, o estádio do Pacaembu e o prédio da Fiesp, que aparecem na TV. "Tive acesso a informações básicas, mas muita liberdade. Disseram que queriam envolver dança e sentimentos de maneira abstrata. Recebemos muitas fotos e escolhermos as melhores. Algumas mais pelo design e outra mais por causa da cidade. Vi algumas aberturas anteriores. Foi um alívio, pois sabia que a minha seria diferente. Há muita variedade", disse ao Estado em sua passagem por São Paulo, esta semana.
"Optamos por contratar artistas de fora sempre que precisamos de habilidades específicas, como o seu traço artístico ou características marcantes do seu trabalho. Não foi a primeira. Também contratamos, por exemplo, Daniel Holeman para a abertura de Estrela Guia (2001)", relembra Alexandre Pit Ribeiro, gerente de Videografismo da Globo.
Woodward teve pouco tempo para criar o vídeo, em que gravou um casal real dançando e usou recursos de computação. "Jamais recusaria. O prazo para entregar era curto. Eles chamaram um mês atrás. Recebi a música, é importante para sentir como é", revela o designer, que não emitiu opinião sobre a trilha sonora.
Regravada pelo sertanejo Daniel, Maravida, música composta por Gonzaguinha, é alvo de críticas na novela. Internautas estão compartilhando um vídeo alternativo em que a canção de abertura é substituída pela versão cantada por Maria Bethânia. Em 2005, Gloria Perez havia batido o pé com a direção da emissora por estar insatisfeita a música de um dos núcleos de América, de autoria dela.
Nos EUA, além animações, Ryan Woodward desenha storyboards para filmes, incomum no Brasil. "Do ponto de vista da produção, são essenciais. O produtor pode orçar o quanto vai custar, ver em quais momento precisa de efeitos especiais, atores e tiros. Eles economizam quando chegam a set, sabem que não vão precisar refilmar", defende. Amigo de Carlos Saldanha, animação estrangeira Rio. Woodward havia participado do festival Anima Mundi de 2001. "Nos festivais latinos, todo mundo se curva para o Brasil, o País lidera as animações", elogia ele, que fará o próximo longa das Tartarugas Ninja.
JOÃO FERNANDO - O Estado de S.Paulo
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